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Gazeta do Povo - Demanda volta e siderúrgicas do Paraná contratam

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Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=908700

Um dos setores mais prejudicados pela crise econômica, a indústria siderúrgica brasileira começa a se recuperar do ba­­que. No primeiro semestre, a produção de aço bruto e laminados desabou quase 40%, mas o nível de atividade tem crescido nos últimos meses, no embalo do revigorado mercado automobilístico. No Paraná, onde a produção é voltada para segmentos bastante específicos – construção civil e eletrodomésticos, principalmente –, também há sinais de retomada.

As duas siderúrgicas do estado, instaladas em Curitiba e região metropolitana, chegaram a suspender suas atividades no início do ano, mas agora estão recontratando parte dos trabalhadores demitidos. Os benefícios fiscais concedidos pelo governo federal e a elevação das tarifas sobre o aço importado são apontados como responsáveis pela melhora. “A China estava ‘desovando’ aço barato no Brasil, derrubando os preços. O aumento das tarifas, de zero para entre 12% e 14%, alivia a situação”, diz Pedro Celso Rosa, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) em Araucária.

A CSN, que tem uma unidade de galvanização de aço em Araucária, havia demitido 70 trabalhadores entre dezembro e janeiro. Mas, desde maio, seu quadro de funcionários cresceu de 450 para cerca de 500, segundo o SMC. Contribuiu para isso o aquecimento do mercado de linha branca, beneficiado pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a partir de abril – fabricantes de eletrodomésticos como refrigeradores e fogões são os principais clientes da CSN-Paraná.

Quando as encomendas começaram a cair, no fim do ano passado, a empresa deu férias de um mês para quase todos os trabalhadores. Em seguida, cortou funcionários da linha de produção e adotou banco de horas para o pessoal do setor administrativo. “Com as medidas governamentais de redução de IPI e também estratégias adotadas pela companhia, a partir de abril as encomendas começaram a se recuperar, voltando a patamares superiores a 2008 para a linha branca e para o galvalume [aço galvanizado com liga de zinco e alumínio]”, informou a CSN. Investimentos para elevar a capacidade de produção, no entanto, ficaram para 2010.

Para se ajustar à queda da demanda, a Gerdau – que no Paraná fabrica vergalhões para a construção civil – também recorreu a demissões, férias coletivas e antecipação de paradas de manutenção. “O número de funcionários baixou para cerca de 370 no início da crise. Mas a empresa voltou a contratar. Já são pelo menos 420 pessoas trabalhando, pouco menos que o quadro normal”, diz Rosa, do SMC.

A Gerdau tem duas unidades no estado. Em Araucária, funciona a aciaria. Lá a sucata metálica é transformada em aço bruto, que então segue para a Vila Guaíra, em Curitiba, onde é transformado em vergalhões. A Gerdau não revela números, mas dá a entender que, apesar da recuperação dos últimos meses, sua filial paranaense ainda não retornou aos patamares de 2008. “As unidades estão operando com uma produção adequada a atual demanda do mercado”, informou.

Em relatório publicado na terça-feira, a Link Inves­ti­mentos afirmou que, embora dê sinais de melhora, o mercado da construção civil deve manter um ritmo lento de recuperação. As obras de infraestrutura prometidas pelo governo demoram a deslanchar, e a redução do IPI para materiais de construção não causou grande reação na demanda, segundo a corretora.

Mercado

Na curitibana Perfimec, que faz corte e dobra de chapas de aço, as vendas subiram 16% entre janeiro e junho, em relação ao segundo semestre de 2008. Mas, na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, houve queda de 22%. “O pior momento foi entre outubro e dezembro. Desde então, alguns segmentos demonstram certa recuperação, muito modestamente. E outros ainda estão retraídos, principalmente os fabricantes de máquinas e equipamentos e de estruturas metálicas para construção”, conta Ivo Wolff Júnior, diretor comercial da empresa. “A indústria ainda segura investimentos. Não está comprando máquinas e equipamentos, nem ampliando suas instalações.”


Postado em 27/01/2015